AULA 14: CUIDADOS COM O BEBÉ IV

Enfa. Célia Serra

Olá a todos, o meu nome é Célia Serra sou enfermeira especialista em saúde materna e obstetrícia, e nesta aula abordaremos os seguintes temas:

  • A vacinação;
  • A vigilância da saúde do bebé;
  • E a prevenção de acidentes no primeiro ano de vida.

As vacinas são o meio mais eficaz e seguro de proteção contra certas doenças. Vacinar o bebé, não só o protege, como também protege os que o rodeiam de infeções e doenças que podem ser graves.

Mas, para que servem as vacinas?

  • As vacinas são concebidas para proteger crianças e adultos de infeções futuras.
  • São administradas a uma pessoa saudável para que a mesma produza defesas, ou seja anticorpos, sem ficar doente.
  • No caso de determinadas doenças é necessário administrar várias doses ao longo da vida para atingir um nível de proteção adequado.
  • As vacinas protegem a pessoa vacinada da infeção e evitam a sua transmissão às pessoas que a rodeiam.
  • E são bem toleradas, embora possam ocorrer reações benignas como: dor e inflamação no local da injeção e febre transitória. As reações graves são muito pouco comuns.

O Plano Nacional de Vacinação aplica-se gratuitamente a todas as pessoas que estejam em Portugal.

A par das vacinas incluídas no Plano Nacional de Vacinação existem outras, que poderão ser recomendadas pelo Pediatra ou médico de família que faz a vigilância de saúde do seu bebé, em função da sua idade e do seu estado vacinal.

As vacinas são substâncias produzidas a partir de microrganismos das respectivas doenças que, ao serem introduzidas no organismo, fazem com que o mesmo reaja e produza as defesas específicas e necessárias.

As vacinas devem ser feitas nas idades recomendadas.

E o cumprimento das datas, do número de doses e dos intervalos preconizados entre cada vacina deve ser respeitado. Esse comportamento aumenta a eficácia da vacinação.

Falando agora da vigilância de saúde do seu bebé:

  • O teste do pézinho é um dos métodos de diagnóstico precoce disponível em Portugal.
  • Consegue rastrear 24 doenças metabólicas congénitas nas primeiras semanas de vida do bebé e tratá-las precocemente. 
  • Realiza-se entre o 3º e o 6º dia de vida, através de sangue colhido por picada no pé do bebé.
  • Pode ser efetuado no Centro de Saúde ou no pediatra.
  • O resultado do teste estará disponível a partir da 4ª semana posterior à data da colheita, e pode ser obtido através da internet utilizando o número do código de barras que lhe é fornecido, aquando da colheita. 
  • Caso seja diagnosticada alguma doença os pais serão contactados por telefone.

Quanto ao:

  • rastreio auditivo este é um meio de deteção precoce de alguma perda auditiva no recém-nascido. Consiste num teste fácil, rápido e não invasivo, realizado na unidade de saúde onde nasceu o bebé. 
  • O rastreio cardíaco é um teste simples que se faz ao recém-nascido, e é capaz de identificar alguns problemas cardíacos congénitos. Realiza-se após o 1º dia de vida e antes da alta hospitalar. 

Passamos agora à prevenção de acidentes no 1ºano de vida:

São vários os cuidados que deve ter com o bebé no primeiro mês de vida, como tal, recomenda-se:

  • Transportar o bebé numa cadeira adequada ao seu peso e tamanho, vulgarmente designada de “ovinho”, voltada para trás e instalada de forma correta;
  • Nunca deixar o bebé sozinho em cima de uma mesa ou de um sofá;
  • A cama do bebé deve ser estável e sólida. As grades devem ter pelo menos 60 cm de altura e qualquer abertura deve ser inferior a 6 cm;
  • Para dormir o bebé deve ser deitado de costas, sempre de barriga para cima;
  • Antes do banho verificar sempre a temperatura da água. Começar por deitar primeiro a água fria e só depois acrescentar água quente;
  • Em caso de aleitamento artificial verificar sempre a temperatura do leite. Para isso coloque uma gota no pulso e avalie assim a temperatura.

Relativamente ao segundo mês:

  • Manter sempre uma mão em cima do bebé quando mudar a fralda;
  • Manter os cintos apertados e travar o carrinho quando estiver parado;
  • O bebé não deve ir à praia ou a locais muito expostos ao sol. Nestes casos deve respeitar os horários, de manhã até 10:30h e à tarde a partir das 18:30h. Usar proteção solar de grau elevado e colocar chapéu na criança.

E ao quarto mês, recomendamos que:

  • Os brinquedos devem ser macios, facilmente laváveis e grandes para não serem engolidos;
  • Nunca deixar o bebé sozinho na banheira, porque basta meio palmo de água para o bebé se afogar;
  • Mexer bem as papas e purés de legumes sem deixar pedaços que possam engasgar a criança.

A partir do 6º mês de vida, o bebé esta muito ativo e tudo lhe desperta atenção. É a fase da descoberta, como tal, recomenda-se:

  • Usar protetores de tomadas.
  • Ter atenção aos objetos pequenos espalhados pela casa, como por exemplo botões ou sacos de plástico, pois podem sufocar a criança.
  • Proteger as lareiras ou outras fontes de calor que existam em casa.
  • Em casas que tenham escadas, varandas ou terraços, é necessário colocar cancelas, para evitar quedas;
  • Bloquear as janelas com um limitador de abertura adequado, de forma a não abrir mais do que 10 cm.
  • Não utilizar andarilhos. Além de serem perigosos e poderem potenciar quedas, não ajudam a andar e podem atrasar a aprendizagem.
  • Colocar sempre o cinto ao bebé quando o sentar na cadeira de comer. A cadeira deve estar estável e encostada à parede. Nunca deixar o bebé sozinho;
  • E em caso de levar o bebé à praia, evitar a exposição solar entre as 11h e as 17h.

Entre os 9 e 12 meses, deve:

  • Proteger os cantos dos móveis e fixar bem objetos grandes ou pesados, para que não exista o risco de caírem sobre a criança;
  • Ter atenção ao fogão. O bebé pode queimar-se na porta do forno. Nunca cozinhar com o bebé ao colo;
  • Manter os medicamentos e os produtos químicos e de limpeza em segurança, fora do alcance e do olhar da criança;
  • Não dar alimentos duros e lisos, como por exemplo amendoins, ou frutos com caroço, pois estes podem engasgar o bebé;
  • Nunca deixar banheiras ou recipientes cheios com água, pois basta meio palmo de água para a criança se afogar;
  • E no automóvel a criança deverá continuar a viajar voltada para trás até o mais tarde possível, idealmente até aos 3 ou 4 anos, ou pelo menos até os 18 meses.

Bem, por hoje ficamos por aqui, até à próxima e última aula de curso!

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